Minha Resistência é Minha Revolução

by Bertha Lutz

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1.
NÃO PASSARÃO Mais uma vez alguém gritou “protege o macho agressor” É libertário, limitado. Espaço hostil legitimado A violência é liberada com mina, trans e sapatão Misoginia internalizada. Vocês não passarão As testemunhas, os protegidos. Não passarão Banda de macho condescendente, não. Não passarão O agressor e seus amiguinhos. Não passarão Não passará o silenciamento, não. Não passarão Além do abuso, do soco, do empurrão Os caras juntam pra dar nela uma lição É pra nos calar, deslegitimar Sobrevivente, eu solto a voz. Isso não passará _______________ Shall not pass Once more someone shouted “protect the macho agressor” Left-libertarian but still narrow minded A legitimized hostile space Violence is allowed when it’s against women, trans people and dykes Internalized misogyny. You shall not pass Their witnesses, the protected ones Condescending misogynist bands The aggressor and his dear friends Silencing women Shall not pass In addition to the abuse, to the punch, to the shove These guys unite to give her a lesson This is for to silence us, to delegitimize us I’m a survivor, I shout. This shall not pass
2.
PRETA, GORDA, SAPATÃO Corpo politico, desviante, fora do padrão Que não encaixa em sua cor, em sua relação Todos os olhares acompanham minha movimentação Vigilantes revelando a minha condição Preta, gorda, sapatão Minha resistência é minha revolução Afetos negados, emoções interrompidas O dedo apontado na cara, o dedo cravado na ferida Sou sapatona preta, sem vergonha da minha existência Cento e dois quilos de pura resistência _______________ Black, fat, dyke Political body, deviant, out of your standards It doesn’t fit into your colors, into your relationships All these looks following my movements All these watchers revealing my condition Black, fat, dyke My resistance is my revolution Affection denied, emotions broken Fingers pointing straight to my face, sticking wounds I’m a black dyke, without any shame 102kg of pure resistance
3.
Sangue Negro 03:35
SANGUE NEGRO É o sangue negro que escorre sempre É o corpo negro encarcerado sempre É o jovem negro na mira da PM sempre É o povo preto que sofre sempre Seu privilégio sustenta essa porra toda Sua indiferença sustenta essa porra toda Sua branquitude financia essa porra toda Sempre! Sempre! Sempre, desde sempre! É por Luana Barbosa, Claudia da Silva, Rafael Braga, Verônica Bolina e todos os presos políticos e pretos executados pelo Estado que resistiremos, sempre! __________________ Black blood Black blood is the one that is always running Black body is the one that is always being incarcerated Black boys are always a target for the police It’s the black people who suffer, always Your privilege, your indifference Your whiteness maintain all this fucking shit Since always For Luana Barbosa, Claudia da Silva, Rafael Braga, Verônica Bolina and all the black people and political prisoners murdered by the state, we’ll resist, always
4.
Why 02:24
WHY I know we are both hurt But let’s talk about what has been happening Should ain’t be a crunch to know we all sometimes screw it up too Look at me, consider this: taking responsibility for daily oppressions It’s all about being fair Fixing our boundaries up, mutual respect If it’s not to love neither to take care of each other If it’s not to love, why are we together after all? We are unique, we don’t feel the same I have, I will question my own words We are unique, we don’t own the truth I have, I will question my own words ____________________ Por quê Eu sei que estamos ambas machucadas Mas vamos falar sobre o que está acontecendo Não deveria ser um problema saber que todas nós às vezes pisamos na bola Olhe pra mim, considere isto: assumir a responsabilidade pelas opressões cotidianas É uma questão de ser razoável Ajustar nossas fronteiras, respeito mútuo Se não for pra nos amar e nem pra cuidarmos umas das outras Por que estamos juntas afinal? Cada uma de nós é única, nós não sentimos o mesmo Eu preciso, eu vou questionar minhas próprias palavras Cada uma de nós é única, nós não somos donas da verdade Eu preciso, eu vou questionar minhas próprias palavras
5.
Win Or Lose 02:47
WIN OR LOSE Since the first time you saw her eyes You just can't forget her She's so sweet and so smart All that you ever expected You coin excuses to see her again It looks so dumb but it's all right Just to dream with her by your side Why don't you try? Why don't you think that things can just be ok? Why don't you try? Why don't you fight? Just tell her that you love her Now you've got to make a move Show your feelings, tell the truth Maybe she can just refuse But at this time it's about win or lose I know she's your friend, I know, it's so hard
6.
Céu Cinza 02:18
CÉU CINZA Quem testemunhou meu sofrimento Permanece em silêncio para não admitir O seu antigo padrão de pensamento E se mostrar na mesma ignorância dos demais Me diz então, por que não mudar? Me diz então, por que não lutar? Conciliar novas direções e se libertar Deste preconceito que vai te controlar Conciliar novas direções e se libertar Deste preconceito que te faz andar pra trás _______________________ Grey sky Those who have witnessed my suffering Stay in silence to hide their old thought pattern and ignorance So tell me, why not to change? Why not to fight? Reconcile new directions and free yourself From this bias that can control you From this bias that hold you back
7.
FUNK DA XOXOTA O funk da xoxota preza a subversão Então vem minha amiga, vem fazer revolução Aqui não tem machismo, não aceito opressão Aqui tu não tem voz, patriarcado vacilão Xota, xota, xota, xota É o funk da xoxota Aqui o papo é reto, a mulherada tá na luta Então vamos juntar as trans, as sapatão e as puta Diante de injustiça, violência e repressão Eu exerço autonomia dançando o meu refrão Vem, ô minha amiga, vem pro funk, vem dançar Eu quero marchar junta e o amor compartilhar O meu corpo me pertence e eu quero é liberdade Vamos politizar a putaria e a sacanagem Aqui não tem machismo, não aceito opressão Aqui tu não tem voz, patriarcado vacilão O meu corpo e minha vida tu não vai disciplinar Pra exercer minha autonomia, o refrão eu vou cantar ____________________ Pussy funk Pussy funk values subversion So come on friend, come to revolution There isn’t any machismo here, I don’t accept oppression Patriarchy doesn’t have a voice here Pussy, pussy, pussy, pussy This is the pussy funk This is straight talk, women are on fire fighting So let’s unite trans people, dykes and bitches Facing injustice, violence and repression I practice autonomy by dancing this chorus Come, dear friend, come to funk, come and dance Let’s march together, let’s share and love My body is mine and what I want is freedom Let’s make sluttiness politicized There isn’t any machismo here, I don’t accept oppression Patriarchy doesn’t have a voice here My body, my life. You won’t discipline me To practice autonomy, I’ll sing this chorus

about

EP comemorativo de dez anos da Bertha Lutz. Reúne 6 músicas inéditas e a regravação de um single de 2011. Realizado através de uma campanha de financiamento coletivo e lançado em 2018, este disco celebra as parcerias, vitórias e amizades que permanecem ao longo de uma década, marcando o início de um novo ciclo de hardcore e resistência feminista.

credits

released June 12, 2018

produzido por Bertha Lutz;
gravado, mixado e masterizado por Helena Duarte.

license

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about

Bertha Lutz MG, Brazil

Hardcore feminista, riotgrrrl, dykepride, antiracista, antigordofobia e anti(cis)tema, de Belo Horizonte, Brasil.
Bah Lutz (voz), Rafa Araújo (baixo/voz), Gabi Araújo (guitarra), Debris Oliveira (guitarra/voz) e Carol Victoriano (bateria)

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